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X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – 40 anos da distopia da humanidade nos quadrinhos

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido é um arco de duas edições da Uncanny X-Men 141 e 142, nos trazendo a revelação de um futuro distópico para a humanidade nos quadrinhos dos mutantes. Fazendo parte do auge criativo da dupla Chris Claremont nos roteiros e John Byrne nos desenhos, X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido é um conto que fala sobre revoluções, preconceito, medo e uma característica que se tornaria recorrente na vida dos mutantes, a viagem no tempo. Acompanhe nosso review SEM SPOILERS deste incrível arco.

A históra até aqui…

Desde o famoso arco da “Segunda Gênese“, a nova formação dos X-Men passou por grandes provações em suas aventuras. Desde a transformação de Jean Grey na entidade Fênix, onde a mesma salvou a todo universo no Cristal M´Kraan, passando pelo épico confronto contra Magneto no arco “Magneto Triunfa” e todo o êxodo dos mutantes para voltar para sua casa, até culminar em sua maior aventura até então, “A Saga da Fênix Negra“, os X-Men mereciam férias. Mas, para quem acompanha os mutantes, férias não faz parte da vida destes heróis em nenhum momento. Dias de Um Futuro Esquecido é um arco que de fato, começa no futuro… e este futuro volta ao passado para atrapalhar o descanso dos X-Men.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido
Os quatro encadernados da Panini que englobam a incrível fase da dupla Claremont e Byrne

Apenas duas edições, mas uma história atemporal

É muito comum as pessoas terem desdém deste arco, já que ele provavelmente é o mais curto da história dos mutantes. Porém, o que o torna de fato importante e famoso, são todos os conceitos empregados na história. O preconceito contra os mutantes na história é mostrado de uma forma bem mais precisa aqui, onde junto à toda repulsa dos mutantes, existe o medo. E este medo é justificado por vários motivos, desde a inveja ao temor, causado pelos atos terroristas de Magneto.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

A história começa no futuro, onde a humanidade caiu perante a um controle tirânico regido pelos robôs gigantes Sentinelas, inimigos corriqueiros dos mutantes. As Sentinelas são máquinas criadas para a caça e extermínio dos mutantes, mas em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, uma ação preconceituosa e autoritária do passado, fizeram as Sentinelas não só oprimir aos mutantes (Homo Superior), mas como toda a humanidade na América, já que a inteligência artificial que os controla, julgou que os humanos (Homo Sapiens) em si, são um problema para o planeta também.

É mostrado ao leitor um vislumbre das mudanças sociais, bem como os únicos mutantes sobreviventes desta caça empregada pelas Sentinelas. Nele, vemos a mutante recém-chegada as revistas dos X-Men na época, Kitty Pride, já no futuro e planejando junto a Wolverine e o restante dos X-Men, uma missão suicida para tentar mudar o passado. Praticamente, quase todos os mutantes morreram e os únicos sobreviventes, utilizavam colares para inibir seus poderes (vários conceitos aqui, foram utilizados mais a frente nas histórias dos mutantes).

A Missão consistia em voltar ao passado e impedir o ataque terrorista do grupo de vilões “Irmandade dos Mutantes” à uma conferência no Capitólio da Casa Branca, onde eles mataram Charles Xavier, Moira McTargget e a figura mais importante desta conferência, o senador Kelly, um forte candidato à presidência dos Estados Unidos da América e um não-simpatizante da causa mutante. Este evento desencadeou a opinião popular contra os mutantes e a posterior aprovação da lei que reativaria o projeto Sentinela, que na época estava desativado após a destruição do último Molde-Mestre (Robô que cria as Sentinelas). A pessoa escolhida para voltar é a “quarentonaKitty Pride, que com a ajuda da Telepata Raquel, sincroniza sua alma do presente com seu corpo no passado. Ao mesmo tempo, os mutantes remanescentes no futuro fazem um ataque final na base principal das Sentinelas, no edifício Baxter (No caso, o antigo quartel general do “finado” Quarteto Fantástico).

A partir daqui, tudo o que for falado se torna um spoiler, mas garanto a vocês que esta história, mudou a vida dos X-Men para sempre!

Curiosidades sobre X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

Esta história é tão épica, que mesmo sendo curta, já foi adaptada tanto nos filmes Live Action dos X-Men, quanto na série animada de 1992. Em ambos os casos, vemos equipes diferentes atuando, mas a distopia e os acontecimentos com os humanos e os mutantes, são os mesmos.

Live Action do Arco, de 2014

No filme de 2014, quem volta para o passado é Wolverine com a ajuda de Kitty Pride. Na série animada, quem volta é Bishop (Bispo na dublagem brasileira). Porém, no filme o alvo do ataque é Bolivar Trask, o homem que desenvolveu as Sentinelas e no desenho, o senador Kelly é o alvo.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido
Episódio do Arco do desenho animado, de 1992

Há quem diga também, que a história do filme Exterminador do Futuro, foi de certa forma, inspirada por X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.

Vale a pena ler Dias de Um Futuro Esquecido

Sim, vale muito a pena ler! Embora esta história marque o fim da parceria entre Claremont e Byrne por motivos de várias desavenças editoriais ao longo dos anos, este incrível clássico da Marvel é tão importante quanto a própria Saga da Fênix Negra. Vários conceitos adotados aqui foram usados nas histórias seguintes dos mutantes, fazendo a viagem no tempo ser sempre corriqueira. O valor literário deste arco, é imensurável! Leiam! Caso queiram adquirir este arco, ele foi encadernado pela Panini e vem naquela sequência especial que eles fizeram desta fase, que fizemos review sem spoilers para vocês também. O encadernado vem com a sequência de histórias normal até o fim do arco. Compensa muito! Caso estejam perdidos na cronologia, cliquem aqui para nosso guia cronológico de leitura dos X-Men. Para comprar Dias de Um Futuro Esquecido, cliquem aqui para pegar ela com desconto na Amazon!

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido
Edição da Panini do Arco

Espero que este humilde Review, lhes dê vontade de ler este quadrinho! Obrigado pela Atenção, e até mais!

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Léo Palmieri

Pai, marido, nerd. Fã do Surfista Prateado e do Superman, juntou uma equipe de super-pessoas para trabalhar no projeto Crossover NERD com o intuito de divulgar o belíssimo mundo geek!

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