Mortal Kombat (2021) – Diverte, mas é menos do que parece!

Mortal Kombat (2021) – Diverte, mas é menos do que parece!

Mortal Kombat (2021) estreou no serviço de Streaming HBO MAX e nos cinemas americanos, trazendo a promessa de finalmente adaptar a história de uma das mais importantes franquias de jogos de Luta dos anos 90, Mortal Kombat. Com um cast de atores conhecidos nos filmes de artes marciais como o icônico Hiroyuki Sanada e o emergente Joe Taslim com e com a premissa de ser fiel aos games, será que o filme atendeu às expectativas? Acompanhe nosso review SEM SPOILERS do filme.

O Enredo de Mortal Kombat (2021)

Basicamente, o filme Mortal Kombat (2021) se passa ANTES dos eventos do primeiro jogo (O Torneio Mortal Kombat em si), onde o Deus do Trovão Raiden está atrás dos “Campeões da Terra”, pessoas marcadas para participarem do torneio e com a missão de vencer, pois senão nosso planeta (aqui chamado de Reino da Terra) será invadido por um outro reino, chamado de OutWorld. Então, alguns destes campeões são encontrados e começam um treinamento para descobrirem seus poderes e terem condições de enfrentarem os campeões de OutWorld, que são incrivelmente poderosos e habilidosos. Porém, Raiden não contava que o representante de OutWorld Shang Tsung, iria tentar trapacear tentando assassinar estes campões antes de eles estarem prontos para o torneio.

Um novo protagonista…

Ok… Aqui começa um detalhe extremamente diferente e que era impensável para a adaptação até o momento em que foi anunciado. O filme tem como protagonista, o jovem Cole Young. Cole serve como aquela resolução clássica em filmes que tem que explicar coisas demais, servindo de uma ponte entre o espectador e lore gigantesca de Mortal Kombat. Cole possui a marca de campeão da Terra desde seu nascimento (fato que é explicado no filme, então não iremos revelar) e tem um arco de desenvolvimento interessante. Vale lembrar, que Cole está ali para as pessoas que nunca jogaram Mortal Kombat e não entendem da vasta história. Como o filme Mortal Kombat (2021) se passa antes do torneio principal, a existência de um personagem totalmente novo e com poderes não vistos na franquia, faz sentido.

Mortal Kombat (2021
Cole Young, o novo protagonista

Scorpion Vs. Sub-Zero

Nos sete primeiros minutos do filme liberados, vimos o ataque do clã Lin-Kuei aos Shirai Ryu liderados por Bi-Han (que mais tarde se tornaria Sub-Zero). A violência mostrada ali, de fato se estende por todo o filme e, mostrando como de fato essa rivalidade continua por eras. Um fato interessante, é que nas quase duas horas de filme, muitos detalhes não só da rivalidade entre os clãs como toda a resolução que vêm depois, não são informados aos espectadores. Esse é um fato que hoje em dia, prejudica e muito adaptações cinematográficas para outras mídias, em especial de games.

Mortal Kombat (2021
A lendária rivalidade entre o clã Lin-Kuei e o Shirai Ryu

Mortal Kombat (2021) vale a pena ser assistido?

Sinceramente merece uma chance. Com nosso período atual, qualquer coisa que nos ajude a esquecer a realidade é bacana. Mas, falando quanto a Filme, Mortal Kombat (2021) não é nem de longe uma obra-prima e com relação a uma adaptação, tem vários problemas e incongruências com a história original. Os prós do filme estão no fan-service dos combates, que são extremamente sangrentos e como direito aos famosos “Fatalities”, onde rolam inclusive frases famosas da franquia. A Inserção de Cole não é de toda ruim, mas o problema é que o roteiro desse filme foi feito claramente por alguém que não conhece a franquia a fundo, fazendo o motivo de Cole estar ali muito raso. Todas as informações contextuais que devemos absorver do filme para de fato entender o que se passa nesse universo, são vagas e explicadas de forma muito, mas muito ruim.

Uma grande verdade, é que o filme se sustenta na muleta Scorpion/Sub-Zero e além de tudo, traz explicações estapafúrdias sobre como um guerreiro/campeão da Terra adquire seus poderes. Sinceramente, era possível explicar muito melhor tudo que está acontecendo contando a história desde seu começo mesmo, mas optaram pelo famosos caminho do “estou nem aí, se quiserem joguem os jogos e não assistam o filme!”, um modus operandi extremamente burro da Warner.

Uma coisa que me incomodou pessoalmente, é como já foram queimados cartuchos de personagens famosos e consagrados na franquia, já os invalidando para sequências e provavelmente, demonstrando que ela se distanciará da história original. Como sempre, a Warner fazendo de tudo para desagradar os fãs antigos e tratar os fãs novos como idiotas. Ah, o CGI do filme peca bastante em vários aspectos, fazendo alguns personagens parecerem “massinha” em algumas cenas.

Com relação as cenas de luta e os atores, não podemos reclamar. Todo “gore” da franquia está ali. Os poderes de fogo, gelo, raios e outras coisas mais é bem legal. É tudo extremamente visceral e violento. Desde uma simples briga de facas ao uso dos poderes. As coreografias de luta foram bem boladas e novamente, vou apontar aqui como Hiryuki Sanada é um monstro dos filmes de luta. Sua presença é muito imponente. Gostei também da atriz Jessica McNamee que faz a Sonya Blade mas, o filme dá muito mais foco para Cole Young acima de tudo e isso chega a incomodar, já que todos os outros campeões são muito interessantes. Ah… os Fatalities são diversos, desde clássicos aos mais recentes da franquia.

Bom, nada mais a se falar aqui sem se tornar um spoiler. Como o titulo diz, o filme diverte pela pancadaria e tal, mas nem de longe é uma boa adaptação de Mortal Kombat. O que me deixa triste, é saber que o terrível filme de 1995 tem várias vantagens narrativas com relação ao filme de 2021, o que no meu ponto de vista é um problema seríssimo, dado que o filme antigo é de fato muito ruim.

Nota do Filme: 6/10

Até o próximo review! Até mais!

Léo Palmieri

Léo Palmieri

Pai, marido, nerd. Fã do Surfista Prateado e do Superman, juntou uma equipe de super-pessoas para trabalhar no projeto Crossover NERD com o intuito de divulgar o belíssimo mundo geek!

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